Identidade visual 2021

Depois de dez anos, fazer um festival de cinema acontecer é, ainda, um ato de resistência – e insistência. Manter um festival por todo esse tempo é motivo de muito orgulho. É claro, porém, que não conseguiríamos fazer tudo isso sozinhes: não só sempre trabalhamos para oferecer a melhor experiência para o público, como também sempre o tivemos ao nosso lado. O Olhar de Cinema é o nosso lugar de encontro, onde nos reunimos para nos fortalecer e seguir adiante.

É por isso que, em seu décimo ano, decidimos olhar para o passado para, então, pensar sobre o futuro: a identidade visual deste ano é uma releitura da nossa primeira edição, feita pelo Estúdio Tijucas, com os artistas Pedro Giongo e Francisco Gusso, também responsáveis pela criação visual da segunda e terceira edição do festival. Trata-se, então, de uma homenagem a todas as pessoas e obras que passaram pela nossa história ao longo desse tempo, e também de um marco para esse ciclo de dez anos que se fecha para abrir um novo. Portanto, não por acaso quem assina as ilustrações da identidade visual da décima edição é o artista Francisco Gusso, que revisitou o seu próprio trabalho para pensar uma arte que dialoga com a contemporaneidade a partir da trajetória do festival. A nossa décima identidade visual conta, ainda, com o projeto gráfico e diagramação das artistas Milena Fransolino e Lívia Zafanelli, também parceiras de longa data do festival.

No último ano, uma das grandes forças do festival, que aconteceu pela primeira vez de forma on-line, foi justamente poder ter atingido pessoas que nunca puderam vir a Curitiba participar presencialmente – e por isso continuamos bastante animados com essa possibilidade. Se antes nos reuníamos diante da tela grande, agora (por enquanto) são as telas que nos unem. Mais uma vez, então, ainda que contra os nossos desejos, por motivo de força maior e com a intenção de continuarmos nos cuidando e cuidando uns dos outros, o festival acontece de forma totalmente online. Convidamo-nos, pois, para entrar em suas casas e telas novamente, nas mais variadas localidades e das mais diversas formas, para que, apesar da distância física, consigamos continuar cada vez mais próximos.

O cinema cheio e os papos no saguão, antes e depois das sessões, vão ter que esperar mais um pouco.  Através das telas, compartilharemos experiências, memórias e emoções para que, quando chegar a hora do reencontro, tenhamos novas e inesquecíveis histórias para compartilhar. Por isso, o público reunido nas salas dá lugar às conexões e conectividades do público em suas múltiplas telas. Vocês nos receberão em suas casas para que, tão breve seja possível, nós os recebamos na nossa: a sala de cinema. Assim, reforçamos o recado de que, independentemente de como, o cinema persiste.